Medicina Complementar

Platão no ano 380 AC escreveu : “A cura da parte não deve ser feita sem o tratamento do todo” “Não podemos curar o corpo sem considerar a alma e devemos começar curando a mente porque tanto a mente como o corpo devem ser saudáveis. Não deixe ninguém persuadi-lo a curar a mente sem primeiro ele ter dado a você a cura da alma. O grande erro dos nossos dias no tratamento do corpo humano é que os médicos separam a alma do corpo”.

Desde os mais remotos tempos em várias civilizações deu-se importância aos aspectos físico e mental juntamente com a alma, no tratamento dos doentes.

Os Chineses acreditam que a vida e a saúde estão relacionados diretamente ao fluxo de energia pelo corpo: “ CHI ”. A doença se manifesta quando a energia é bloqueada. A energia CHI faz parte do universo, CHI governa o Universo. No livro Chinês Nei Ching escrito há 4500 anos lê-se: “CHI é uma energia primordial essencial que faz nascer todos os elementos e a eles se integra; no Céu esta energia é uma substância abstrata enquanto que na Terra ela é transformada em uma substância concreta”.

Na Grécia em 560 AC, Pitágoras acreditava que o ser humano era portador do fogo central do Universo. Em 460 AC, também na Grécia, Hipocrates ensinava que para manter a saúde era preciso manter o equilíbrio químico do corpo. A saúde depende do flegma, do sangue e da bile.A doença aparece no desequilíbrio destes humores ou fluidos.A febre resultante “ cozinha” estes sucos e remove qualquer substância desnecessária. O equilíbrio se restabelece automaticamente pelos mecanismos naturais de cura. “ vis medicatrix naturae”. Seu princípio era não interferir com os sintomas para que a natureza pudesse curar a doença.

Na Suíça, Paracelsus em 1493, afirmava “ o que faz o homem doente também pode cura-lo”. Foi o precursor da homeopatia.Ele acreditava que o homem possuía dois corpos, um animal portador dos instintos inferiores e outro astral portador da capacidade de creação e da arte. Ambos podiam adoecer e a energia para cura-los chamava-se: “archaeus ”.

Na Alemanha, Samuel Hahnemman,nascido em 1755, inicia o desenvolvimento da homeopatia. À energia de cura chamou: “ força vital “.

Muitos autores da antiguidade reconheciam um tipo de energia que atuava no processo natural de cura e já falavam naquela época em “equilíbrio”, “desbloqueio dos canais de energia”, e “correta nutrição”. Todos os curadores ajudavam os pacientes a se ajudarem a si próprio para voltar ao estado de saúde. Sem saber cuidavam do sistema imune e do sistema de reparo celular o que acarretava a volta da integridade estrutural e funcional do organismo.

Atualmente as filosofias de tratamento variam muito. Em novembro de 2000 foi fundada a Associação Brasileira de Medicina Complementar com a finalidade de elaborar protocolos de consenso das várias estratégias atualmente em uso no País para submete-las ao Conselho Federal de Medicina. Outra meta importante para a Associação é a transdisciplinaridade, para podermos proporcionar elementos aos Orgãos oficiais de como podemos elaborar processos multiprofissionais seguros para a saúde da população.

DEFINIÇÕES

MEDICINA COMPLEMENTAR: É a medicina praticada por médicos que utilizam todos os recursos disponíveis da medicina convencional e a complementam utilizando métodos terapêuticos e propedêuticos não convencionais, porém de eficácia comprovada, sempre colocando as necessidades individuais do paciente em primeiro lugar e empregando técnicas seguras , sob sua responsabilidade profissional e com o pleno conhecimento e consentimento do paciente.

MEDICINA ALTERNATIVA: É aquela praticada por aqueles que utilizam uma opção diferente, uma alternativa à medicina convencional.Geralmente são praticadas por pessoas que apenas conhecem um tipo diferente de estratégia, nem sempre de eficácia comprovada ou segura. Alternativa dá idéia de exclusão e tais profissionais quase sempre se recusam a aceitar tipos de estratégias diferentes da sua.

MEDICINA CONVENCIONAL : É a medicina que aprendemos nas escolas médicas. É a medicina oficial da maioria dos países ocidentais. Todo médico que pratica a medicina complementar deve conhecer profundamente a medicina convencional.

MEDICINA TRADICIONAL : É aquela praticada pelo povo de cada país e que surgiu há muito tempo, sendo passada oralmente ou por manuscritos de pai para filho. É o tratamento com ervas do nosso caboclo, é a acupuntura do povo chinês, a medicina Ayuvérdica da Índia, etc.

MEDICINA HOLÍSTICA: Indica somente que as pessoas são tratadas como um todo: corpo-mente-espírito. Os praticantes da medicina complementar e muitos da medicina convencional tratam os pacientes desta forma.

MEDICINA UNIFICADA: É a medicina praticada pelos médicos que conseguiram obter conhecimentos de vários tipos de estratégias terapêuticas e propedêuticas e que apesar de não estarem aptos a executar todas, são capazes de indicá-las com precisão, sem qualquer tipo de interferência e não importando o nome que a estratégia tenha. Eles necessariamente não empregam a medicina convencional em primeiro lugar e sim aquela abordagem mais apropriada para aquele paciente em particular. É a medicina do futuro e será chamada simplesmente de MEDICINA.

O nome Medicina Complementar foi usado em 1990 no Brasil em livro básico de medicina tradicional intitulado: “Pronto Socorro – Fisiopatologia – Diagnóstico – Tratamento” de autoria de José de Felippe Jr.no capítulo: “Medicina Alternativa no Serviço de Emergência” onde se lê : Este capítulo deveria se chamar Medicina Complementar no Serviço de Emergência , porque ALTERNATIVA dá a idéia de exclusão e …………………

Atualmente existe grande procura por serviços médicos que ofereçam um leque de possibilidades terapêuticas, porque o público sabe instintivamente que as abordagens complementares desempenham papel importante na remissão de sintomas ou mesmo na cura de muitas doenças crônicas. Praticantes de qualquer tipo de tratamento incluindo o convencional sabem que o “acreditar” é peça fundamental no processo de cura e quando não há a colaboração efetiva do paciente os tratamentos raramente obtém o sucesso esperado.

Quando se oferece um tratamento diferente, a expectativa do paciente interfere de um modo benéfico no processo de cura e intensifica o efeito placebo.

O verdadeiro estado de fé, aumenta a eficácia do procedimento escolhido. Aqui um alerta para os profissionais de saúde e um perigo para o doente em busca de novidades: é muito tênue a linha de demarcação entre dar falsas esperanças e fazer afirmações entusiasmadas de cura. Uma é enganar o paciente a outra é enganar-se a si próprio.

A saúde e o bem estar são talvez os fatores mais importantes da vida e todos devem ter a oportunidade de acesso à moderna tecnologia da medicina convencional como também às informações das estratégias da medicina complementar.Esta é uma das razões da exostência do nosso site: www.medicinacomplementar.com.br , o qual reflete os conhecimentos de profissionais experientes que fazem parte integrante e ativa da Associação Brasileira de Medicina Complementar e Estratégias Integrativas em Saúde.

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