Nutrologia Esportiva

Na Nutrologia Esportiva atuamos na individualização do paciente e/ou atleta e dispomos de exames e testes específicos para melhora de performance, correção metabólica e indicativos com qual seria a melhor faixa de treinamento para o objetivo do atleta.

Na consulta medimos a composição corporal por bioimpedanciometria onde definimos a quantidade de gordura em gramas, percentagem de gordura, massa muscular, provável tipo de fibra muscular, água total corporal, peso muscular por membros e com base nestes dados definimos os macronutrientes a serem ingeridos.

Perfil Metabólico

Hoje, com o advento da tecnologia espectofotometria de massa conseguimos avaliar o que do macronutriente ingerido foi realmente absorvido e metabolizado. Com esse perfil metabólico conseguimos avaliar a produção de energia, corrigir possíveis erros metabólicos, diagnosticar erros inatos do metabolismo individualizando e otimizando a performance do paciente e/ou atleta.

Calorimetria Indireta – Em repouso e em movimento

Exame fundamental para determinar a taxa de metabolismo basal e determinarmos que substrato energético, o paciente ou o atleta está usando durante o estímulo físico, sendo fundamental para definirmos individualmente a faixa de treinamento e nos auxiliar, por exemplo, quando queremos diminuir a taxa de gordura de depósito e/ou diminuir ou aumentar a expressão de fibras musculares.

Avaliação do Sistema Nervoso Autonômico

Um eletrocardiograma utilizando a derivação D2 onde conseguimos avaliar a resistência vascular, sistema nervoso simpático, sistema nervoso parasimpático e a relação entre eles, fundamental na performance do atleta e/ou paciente.

A Nutrologia Esportiva é a área que aplica a base de conhecimentos em nutrologia, fisiologia e bioquímica no esporte e atividades físicas. Entre os principais objetivos da nutrologia esportiva estão promover a saúde, melhorar o desempenho e otimizar a recuperação após os exercícios.

A nutrologia esportiva é uma área acadêmica intimamente relacionada a especialidade médica de Nutrologia, ao curso de Educação Física e de Nutrição tendo a alimentação como um dos aliados mais importantes na conquista dos resultados.

A alimentação balanceada para cada tipo de esporte, e consequentemente cada tipo de atleta, é responsável por manter a produção de energia estável. Desta forma, todas as reações orgânicas do corpo se equilibram. O corpo humano é composto basicamente de água, proteínas, gordura e minerais, e estes componentes são fornecidos ao organismo através de uma seleção de alimentos que possuem as características necessárias para repor os nutrientes gastos nas atividades esportivas.
Desta forma a nutrologia esportiva auxilia o programa de treinamento de cada modalidade, tendo finalidades específicas, como por exemplo, aumento de força ou hipertrofia muscular.

Atualmente a nutrologia esportiva é considerada por pesquisadores como o segundo fator que mais influencia o desempenho de atletas. O primeiro fator é o treinamento.

Por desenvolverem mais massa muscular, os atletas têm um metabolismo basal de cerca de 5% maior do que os sedentários. Sendo assim, o atleta passa desenvolver resistência ao treinamento, gastando menos energia que um sedentário para realizar a mesma atividade.

Sendo a alimentação o principal complemento ao treinamento esportivo, alguns grupos alimentares podem ser valorizados e outros evitados na elaboração de uma dieta esportiva. Nossa alimentação básica é composta pela combinação de seis nutrientes: carboidratos, proteínas, gorduras, água, sais minerais e vitaminas.

A grande diferença do atleta para o sedentário na verdade é em relação às quantidades ingeridas. Os atletas podem apresentar uma necessidade calórica até cinco vezes a de uma pessoa sedentária. Porém, apesar do grande consumo de energia devido aos treinamentos, o atleta deve procurar manter uma dieta que equilibre o balanço calórico, de nutrientes, hídrico, mineral e vitamínico.
Dentro os principais grupos alimentares, os carboidratos e as vitaminas são os mais consumidos, pois são os responsáveis pela produção imediata de energia e uma série de reações químicas.
Uma alimentação rica em gorduras é prejudicial a todos e também para o atleta. Por outro lado, a gordura tem um poder de concentração energética altíssimo. Quanto mais treinado o atleta, maior a sua capacidade em usar gordura como energia e poupar glicogênio.

Já as proteínas são consumidas de forma ordenada. A ingestão por si só não aumenta a massa muscular. A única maneira de hipertrofiar o músculo é com treinamento de força. Por isso é equivocada a ideia que se tem de ingerir grandes quantidades de proteína e suplementos de aminoácidos como se isso fosse imprescindível para o aumento muscular.
Os atletas de corridas de resistência, por exemplo, precisam de proteína extra porque a atividade longa provoca alterações estruturais nas membranas celulares. Já os de força precisam de proteína por ser ela a principal substância formadora de músculo e auxiliar da hipertrofia muscular.

Essencial no nosso dia a dia, a água é a fundamental em qualquer atividade física. A perda de água é um fator limitante ao desempenho. A sede só é sentida quando se perdeu 2% do peso corporal em água. Nessa situação o rendimento já está comprometido e um atleta de 70 kg precisaria ingerir 1,4 litros de água para voltar ao estado de hidratação normal. Se a atividade foi feita com uma hidratação satisfatória, não deve haver diferença entre o peso antes e depois do exercício. O atleta deve acostumar-se a beber líquidos antes, durante e depois da atividade, mesmo sem sentir sede.

Assim como a água, a falta de vitaminas e minerais pode prejudicar o rendimento de um atleta. A variedade na alimentação, inserindo diferentes tipos de alimentos na dieta, é a forma mais eficaz de repor os minerais e vitaminas gastos durante o treinamento. Pratos coloridos e ricos e vegetais são fontes ricas desses nutrientes.

Publicações Recentes